Ir para o conteúdo

TIE-Brasil

Voltar a TIE-Brasil
Tela cheia Sugerir um artigo

A ​I​novação ​N​a ​C​adeia ​D​e ​P​etróleo ​&​ ​G​ás

16 de Setembro de 2013, 5:57 , por Castor Filho - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
Visualizado 168 vezes

Coluna Econômica - 16/9/2013

A exploração do pré-sal poderá tornar o Brasil um dos grandes players globais de soluções tecnológicas. Ontem, mostrei parte da apresentação de João de Negri, diretor de Inovação da

Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) no Seminário Brasilianas sobre as redes de pesquisa do pré-sal.

Nele, Negri enfatizava a importância, para o país dispor de autonomia tecnológica, do desenvolvimento de empresas de capital nacional.


Lançado recentemente, o programa Inova Empresas - de estímulo à inovação - tem como uma de suas principais pernas o Inova Petro, R$ 3 bi para desenvolvimento de tecnologia nas áreas de petróleo e gás.


***


Trata-se de uma cadeia bastante extensa, que começa na sísmica, vai até a petroquímica, podendo passar pela distribuição.


O primeiro passo foi definir as tecnologias críticas. Concluiu-se que seriam os produtos e serviços sob a lâmina d’água, especialmente dutos flexíveis, árvore de natal molhada, serviços e instalações.


A árvore de natal molhada é a válvula que vai na cabeça do poço e faz todo o trabalho de separação do petróleo e gás.


Atualmente, todas as árvores de natal são produzidas por empresas estrangeiras. Existe uma empresa de capital nacional há quatro anos trabalhando no desenvolvimento de um similar. Caso a Petrobras encomendasse vinte árvores de Natal, explica Negri, ela conseguiria desenvolver a primeira etapa para profundiades de até 5 mil pés.


Recentemente, uma pequena empresa do nordeste desenvolveu um duto flexível único. Em geral há a necessidade de um tipo de duto para cada modalidade de exploração. Ela conseguiu desenvolver um duto universal.


***


Expositor do seminário, autor do livro "Petróleo em águas profundas - uma história tecnologia da Petrobras na exploração e produção offshore", José Paulo Morais, do IPEA (Instituto de Pesquisas Aplicadas) identificou quatro fatores críticos a  demandar pesquisas no setor:


* Condições climáticas, geológicas e ambiente marinho.

* Grandes distâncias, seja do poço à plataforma ou da plataforma ao continente.

* A invisibilidade das operações, em oceano profundo.

* Os elementos contaminantes, como a viscosidade do petróleo.


O Brasil tem uma falta de competitividade sistêmica. Mas nessas áreas os ganhos de redução do custo podem ser tão expressivos, que o desenvolvimento autônomo torna-se não apenas necessário como competitivo.


***


Passo relevante será o monitoramento e avaliação de impacto atendendo, aliás, a uma exigência da presidente Dilma Rousseff.


Para se obter bons indicadores, faz-se uma boa coleta de informações sobre a empresa e o setor antes da contratação, para poder avaliar depois os avanços pós contratação.


A avaliação passará pelos seguintes pontos:


1. Aumento da eficiência da cadeia produtiva e participação das PMEs (Pequenas e Micro Empresas).


2. Possibilidade de redução dos custos de produção da Petrobras, em comparação com concorrentes estrangeiros.

 

3. Aumento da competitividade sistêmica da cadeia produtiva do petróleo.


Email: luisnassif@ig.com.br

Blog: www.luisnassif.com.br

Portal: www.luisnassif.com

"Todos os direitos reservados, sendo proibida a reprodução total ou parcial por meio impresso"

Visite o BLOG e confira outras cr​ô​nicas

 


Fonte: Castor Filho

0sem comentários ainda

    Enviar um comentário

    Os campos realçados são obrigatórios.

    Se você é um usuário registrado, pode se identificar e ser reconhecido automaticamente.

    Cancelar