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As Lições Com Os Erros Da Transposição

22 de Janeiro de 2013, 22:00 , por Castor Filho - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Coluna Econômica - 23/01/2013

A primeira licitação da Transposição do São Francisco foi desastrosa.

Pela extensão da obra, e para permitir competição que baixasse os custos, o TCU (Tribunal de Contas da União) sugeriu e o então Ministro da Integração Nacional Ciro Gomes acatou o modelo de dividir a obra em 16 lotes, para as obras civis; 14 lotes, para a supervisão; 6 lotes de projetos executivos; 19 lotes de fornecimento e montagem de equipamentos; uma licitação para o gerenciamento do empreendimento, outra para acompanhamento das questões ambientais.

Definiu-se fins de 2012 para a conclusão da obra.

Virou uma barafunda, com as empreiteiras trabalhando em ritmos diferentes. Como não havia projetos executivos (que detalham todas as condições a serem enfrentadas pela construção), as empreiteiras acabaram encontrando dificuldades técnicas não previstas na licitação. Parte delas simplesmente abandonou as obras, rompendo unilateralmente os contratos.

A única frente que avançou foi aquela entregue ao Exército Nacional.

***

Em 2011, o MIN revisou o projeto, licitou as obras inacabadas e definiu um novo modelo de licitação.

Dividiu a obra em dois eixos – o Leste e o Norte. Cada eixo com três Metas – ou seja, um conjunto de lotes no mesmo pacote.

Uma das metas, a 2N (norte) está em atividade. Este mês será contratada a Meta 1L, englobando a captação no reservatório de Itaparica até Areias, em Pernambuco.   

Até fevereiro serão publicados os editais de licitação das Metas 2L, 3L e 3N.

***

O Eixo Norte tem apenas 26,4% das obras concluídas.

Foram abandonadas pelo Consórcios Águas de São Francisco (Carioca, Serveng e SA Paulista) e Encalso/Arvek/Record e assumidos pela Mendes Jr.

O Meta 2N, que engloba o Lote 5, com apenas 10,7% das obras concluídas, foi vencido pela Serveng, uma das empreiteiras que abandonou os trabalhos iniciais da obra.

A Meta 3N (lotes 6, 7 e 14) deverá ser entregue em dezembro de 2015 e foi vencido pelo Consórcio Construcap, Ferreira Guedes/Toniolo e Busnello e Ambiental. Até agora apenas 30,4% das obras estão concluídas.

A Meta IL é a mais avançada, com 74,7% concluída. Deverá ser contratada ainda esta mês e ser entregue até setembro próximo.

A Meta 2L, com 53,8% das obras prontas, deverá estar concluída em setembro de 2014. Era de responsabilidade do Consórcio Camter/Egesa, da OAS/Galvão/Barbosa Mello/Coesa e da EMSA, que abandonaram os trabalhos. O Consórcio OAS/Barbosa retomou depois de advertência do MIN.

***

Houve um custo alto pago pelo Tesouro, com o fracasso inicial da Transposição. Pelo menos, que se tirem as lições.

É loucura iniciar grandes obras sem o projeto executivo (que detalha todas as condições das obras).

  • Porque a frente do Exército foi a única bem sucedida? Porque recebia de acordo com os custos incorridos. Os órgãos de controle não podem se limitar a analisar o contrato e conferir a posteriori se o acertado foi entregue. Há que se desenvolver sistemas flexíveis e rigorosos de acompanhamento das obras pari-passu, impedindo sobre preços mas impedindo, também, a interrupção dos trabalhos por gastos não previstos no projeto básico.

 

Prévia da indústria tem estabilidade

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) atingiu 106,6 pontos na prévia de janeiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), uma variação de 0,2% em relação ao resultado de dezembro. Assim, o ICI alcançaria o maior patamar desde junho de 2011 (107,1 pontos), mantendo-se acima da média histórica recente. Os dados preliminares de janeiro sinalizam melhora nas avaliações sobre o momento presente. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 0,9%, enquanto o Índice de Expectativas (IE) caiu 0,6%.

Empresas ampliam demanda por crédito

A quantidade de empresas que procurou crédito caiu 5,2% em 2012, segundo dados da consultoria Serasa Experian referente a demanda por financiamento. Este foi o décimo primeiro recuo anual do indicador desde 2009, quando a busca caiu 4,4% devido a crise financeira internacional. O recuo foi determinado pela queda de 6,2% ocorrida nas micro e pequenas empresas. Por outro lado, as médias empresas expandiram a sua demanda por crédito em 11,6%, e a liderança ficou com as grandes empresas em 14,6%.

Desemprego global avança em 2012

Após dois anos consecutivos em queda, o desemprego no mundo aumentou em 2012: cerca de 197,3 milhões de pessoas estavam sem trabalho, quase 5 milhões a mais do que em 2011, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A expectativa para este ano é a de que o desemprego chegue a 202 milhões de pessoas até o final de 2013, 204,9 milhões até 2014 e 210 milhões até 2018. Segundo a OIT, a recuperação da economia não será forte o suficiente para reduzir as taxas de desemprego rapidamente.

Melhora do financiamento deixa BNDES otimista

O ano de 2013 deve apresentar uma recuperação do ritmo da Formação Bruta de Capital, segundo declarações do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. O otimismo está ligado ao bom desempenho dos financiamentos da instituição em 2012, quando as consultas por financiamento do banco para novos projetos aumentaram 60% em comparação com 2011 (R$ 312 bilhões) e as aprovações avançaram a 58% (R$ 260 bilhões).

Empresário reduz otimismo, diz CNI

Os industriais brasileiros estão menos confiantes: o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu 0,7 ponto em janeiro na comparação com dezembro de 2012 e chegou a 56,7 pontos, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esse é o segundo mês consecutivo de queda do indicador, que está 0,6 ponto abaixo dos 57,3 pontos registrados em janeiro de 2012. A retração indica que a retomada do crescimento da indústria brasileira deverá ser lenta neste início de 2013.

Espanha não atendeu meta de déficit em 2012

A Comissão Europeia (CE) afirmou que a Espanha não atendeu o objetivo de diminuir o déficit público para até 6,3%, patamar que era exigido para o ano de 2012. A constatação foi divulgada em relatório elaborado pela entidade, e ainda no aguardo por confirmações oficiais. O comprometimento da situação econômica espanhola dificultou a redução do déficit de 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB) registrado em 2011, apesar das reformas empreendidas pelo país.


Fonte: Castor Filho

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