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FSM: NOTA PÚBLICA À COMUNIDADE INTERNACIONAL

3 de Junho de 2016, 11:56 , por Bertoni - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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DAS ORGANIZAÇOES E MOVIMENTO SOCIAIS QUE ATUAM NOS PROCESSOS DO FSM NO BRASIL E NO MUNDO
 
À COMUNIDADE INTERNACIONAL

O mundo tem assistido a uma onda conservadora nos últimos anos contra toda e qualquer bandeira em defesa das agendas sociais, de proteção ambiental, de fortalecimento das culturas regionais ou por uma nova ordem econômica mundial que combata as causas das desigualdades.

Frente a este ciclo de retrocessos, as lutas dos povos liderados principalmente pelas mulheres, pelos negros/as, pela juventude, estudantes, intelectuais,trabalhadoras e trabalhadores têm promovido movimentos de resistência e construído alternativas capazes de conformar uma nova forma de vida dos seres humanos entre si e com a natureza.

A América Latina tem sido, nos últimos anos, um território privilegiado, tanto das lutas de resistência, quanto da afirmação das alternativas. Estes processos, com a mudança da política externa do império norte-americano, vêm sofrendo ataques em todos os países onde os povos ousam rebelar-se contra as desigualdades e as injustiças promovidas pelo modelo capitalista neoliberal.

Houve as tentativas de golpe debeladas na Venezuela, Equador e Bolívia. As tentativas de golpe que se efetivaram em Honduras e no Paraguai e, mais recentemente, com apoio direto do sistema financeiro internacional, foi derrotada nas urnas a candidatura peronista na Argentina assumindo um governo entegrista.

É importante ressaltar que todas estas crises e golpes na América Latina estão apoiadas no papel exercido por monopólios e oligopólios de mídia, que precisam ser combatidos para abrir espaço às vozes das resistências sociais.

No Brasil está em plena execução um golpe parlamentar, com apoio explícito das grandes corporações da mídia, em especial a Rede Globo, tendo como avalista do golpe setores do judiciário quebrando a espinha dorsal do estado democrático de direito construído a duras penas pela luta do povo brasileiro nas últimas Os que tramaram o golpe do impedimento agora desmontam os instrumentos estatais da cultura, educação, direitos humanos, moradia, saúde, aposentadoria, mulheres, negros, povos indígenas e, no mais recente ataque, todo o sistema de comunicação pública.

As organizações e movimentos sociais que atuam nos processos do Fórum Social Mundial denunciam à comunidade internacional a crise político-institucional em qual o Brasil e a América Latina estão envolvidas, alertando que o retrocesso no Continente Americano é sim um retrocesso com impacto planetário, porque o que está sendo atacado não são apenas governos democraticamente eleitos, mas uma agenda que aponta na defesa de um outro mundo possível, capaz de conter um modelo de crescimento desenfreado que está levando a humanidade a um limiar de sua extinção.

As organizações e movimentos sociais brasileiros, liderados pelas mulheres, pelos negros, pelos povos indígenas, pelas populações das periferias urbanas, pelas trabalhadoras e trabalhadores, pelas/os estudantes, artistas, intelectuais e militantes sociais das mais variadas lutas e agendas estão nas ruas denunciando e resistindo contra este retrocesso e em defesa da democracia e da liberdade de expressão. Denunciam as tentativas de retrocesso dos direitos sociais recém-conquistados e dizem ao mundo que este golpe é um pano de fundo para que o imperialismo financeiro internacional se aproprie das riquezas naturais do Brasil, em especial, o petróleo descoberto no pré-sal e a Amazônia. Está em risco a soberania nacional e a unidade dos povos da América Latina.

Frente a este cenário, nós membros do Conselho Internacional do FSM nos somamos à proposta de realização de um Tribunal Ético Internacional na próxima edição do FSM2016, em Montreal, para denunciar o golpe político-midiático que leva à ruptura da democracia com a abertura do processo de impedimento da presidenta Dilma fora das regras da Constituição Brasileira.

A violência e as guerras só interessam aos dominadores. O povo se rebela  contra as injustiças e o desrespeito aos seus direitos. Concluímos afirmando que continuaremos nas ruas, denunciando o golpe em curso no Brasil, lutando por nenhum retrocesso a mais e nenhum direito a menos, em apoio a todas e todos que se levantam por seus direitos, por sua liberdade, pela democracia.

Outro mundo é possível, urgente e necessário.

Organizações do Conselho Internacional do FSM - Fórum Social Mundial


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