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O desemprego aumenta inexoravelmente na Grécia

15 de Agosto de 2012, 21:00 , por Desconhecido - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Por Capitaine Martin

 O desemprego aumenta novamente na Grécia e em Maio atingiu o nível recorde de 23,1%. Um indicador em alta acentuada em relação ao ano passado (quando os sem emprego representavam "apenas" 16,8% da população activa). Recordemos que no mês de Abril a taxa de desemprego era de 22,6%.

O número dos que procuram emprego aumentou portanto 6,3 pontos durante os últimos 12 meses. Em Maio, segundo os números comunicado pelo Instituto Nacional de Estatística da Grécia , havia portanto 1.147.372 pessoas à procura de um trabalho, ou seja, 2,22% mais do que em Abril... e 37,5% mais em relação a Maio de 2011. As categorias mais afectadas são os jovens: 54,9% para a faixa dos 15-24 anos, 31,6% para a dos 25-34 anos.

É claro que o mercado de trabalho grego sofre violentamente as medidas de rigor absoluto impostas pelo governo, em troca das "ajudas" concedidas pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional... e da recessão sem precedentes que se seguiu.

Cerca de 1.200.000 desempregados. A amplitude da degradação do mercado de trabalho surpreendeu Bruxelas, que se diz preocupado com esta situação, nomeadamente em relação aos jovens. Olivier Baily, um dos porta-vozes da Comissão Europeia, confirmou as dificuldades com que a Grécia se depara: "a troika e as autoridades gregas devem enfrentá-la, mas isto não é uma surpresa", acrescenta com audácia, notando que a comissão trabalhava nisso desde há vários meses graças ao envio de um grupo de peritos encarregados de estudar as intervenções destinada a combater o desemprego dos jovens.

Na realidade, a estratégias perseguidas pela Comunidade Europeia têm poucos efeitos positivos, após os eternos cortes impostos ao governo helénico pelo grupo de peritos da troika que visita periodicamente a Grécia para avaliar as finanças do país e conceder mais dinheiro... em contrapartida de um remédio de cavalo na base da compressão dos salários e das pensões, privatizações, fusões e concessões de organismos públicos, inclusive com o despedimentos de empregados.

A causa do desemprego é a consequência directa da política que o governo grego avança, seguindo o diktat imposto pela União Europeia e o FMI, de modo que os trabalhadores e os reformados podem dentro em breve esperar novos golpes duros. Com efeito, o governo grego insiste actualmente em duas novas medidas de austeridade tendo em vista atingir nos próximos dois anos o objectivo de 11,5 mil milhões de euros de redução das despesas – e isto em acordo com a União Europeia. Estas medidas prevêem igualmente o aumento do número de anos de contribuição para poder pretender a reforma e uma baixa de 15% das pensões superiores a 700 euros mensais.

Mas retornemos às observações e declarações feitas por Olivier Bailly: "naturalmente, os resultados desta acção não se materializarão num dia ou num mês". Seria com efeito ingénuo acreditar que um país de desempregados e de indigentes possa reembolsar uma dívida.

Em contrapartida, outras pistas podem vir à baila. O Estado grego perde a cada ano 20 mil milhões de euros devido à fraude fiscal, ou seja, o equivalente do seu défice público dito abissal. Quem frauda? Pode-se ter uma pequena ideia constatando que, em 2008, o rendimento médio anual declarado ao fisco pelas profissões liberais era apenas superior a 10 mil euros, o dos banqueiros e homens de negócios pouco acima dos 13 mil euros! É curioso constatar que os peritos europeus não investigaram neste sentido.

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Fonte: JMC

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