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O Momento de Pensar Grande

24 de Janeiro de 2013, 22:00 , por Castor Filho - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Coluna Econômica - 25/01/2013

Nos anos 80 todas as experiências foram permitidas, porque o país naufragava na inflação. A economia virou um laboratório conduzido por economistas destrambelhados, atuando sem limites políticos ou jurídicos.


No início dos anos 90, tudo foi ousado, mas sem o menor método e discernimento.


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Na primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso havia uma geração de pensadores sequiosos por inovar a administração pública, as organizações sociais, definir novos modelos de governança, tudo dentro de um ambiente de racionalidade.


A falta de apetência administrativa de FHC matou as iniciativas, inclusive algumas experiências pioneiras de gestão pública.


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Com Lula, houve ousadia nas políticas sociais, graças à excepcional experiência acumulada por organizações sociais associadas ao governo. Na política econômica e na gestão pública, no entanto, ocorreu um congelamento espantoso. Subordinou-se tudo ao hiper-realismo do Banco Central de Henrique Meirelles e à Fazenda de Antônio Palocci.


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O país começou a perseguir novos paradigmas na montagem do conceito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) – destravando os investimentos públicos – e, mais recentemente, arrostando uma série de dogmas financistas: redução da taxa Selic, mudança do câmbio, desonerações tributárias.


Empregaram-se modernas técnicas de gestão, com todas as dificuldades inerentes à área pública. Mas ainda se pratica um arroz-com-feijão precário.


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Não se vá esperar que o país supere atrasos seculares em inúmeras áreas – saúde, educação, segurança, regiões metropolitanas – repetindo o que outros países fizeram décadas atrás, em um mundo com menos experiências para serem analisadas e menos tecnologia a se recorrer. Há que se pensar grande e de forma inovadora.


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Ontem expus as ideias para a educação que se tinha nos anos 70 – e que jamais foram implementadas.


Ora, por que não começar com projetos pilotos, a definição de um método pedagógico alternativo, que troque o modelo de ensino em massa pelo método do ensino individualizado, no qual os alunos vão passando de classe sem se fixarem no calendário gregoriano?


É evidente que não  se pode promover maciçamente mudanças dessa natureza sem um período de experimentação. Ora, convoquem-se os pedagogos, defina-se nova grade amarrada a conteúdo e sem as limitações do fator tempo. Depois, aguarde-se que escolas públicas ou privadas adiram espontaneamente, de maneira a criar uma massa crítica inicial de oferta de vagas.


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Hoje em dia, há políticas ousadas sendo aplicadas na cidade do Rio de Janeiro – as novas modalidades de parcerias público-privadas –, em Porto Alegre – as redes sociais de fiscalização dos serviços públicos. Há a Lei de Transparência abrindo uma avenida de possibilidades de fiscalização dos atos públicos.


Fala-se muito em importação de cérebros. Ora, que se importem os especialistas que revolucionaram a logística do atendimento de ambulâncias em Nova York, os especialistas em saúde britânicos, os acadêmicos norte-americanos que participaram da formulação de políticas de inovação para pequenas e micro empresas.


É o momento de se pensar grande.

Consumidor termina 2012 menos confiante

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou pelo quarto mês consecutivo ao passar de 118,7 pontos, em dezembro para 117,9 pontos em janeiro, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Embora o nível de confiança esteja acima da média histórica, a tendência declinante já é observada pelo terceiro mês consecutivo quando expresso em média móvel trimestral, afetado pela queda da satisfação do consumidor com a situação econômica.

Estabilidade monetária é estratégia para convergência

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) acredita que “a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta”. Além disso, o colegiado sinalizou que o cenário central contempla um ritmo de atividade doméstica mais intenso, mas que recentemente houve um aumento no descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda em segmentos específicos.

Brasil, UE e o aumento de investimentos

Durante a sexta cúpula Brasil-União Europeia, realizada em Brasília, as autoridades das duas regiões se comprometeram a promover um aumento dos investimentos bilaterais e impulsionar as estagnadas negociações para o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e o bloco. Além da comissão bilateral para promoção de investimentos, as partes desejam que o debate para um acordo seja impulsionado em encontro a ser realizado no Chile nos próximos dias.

IPC-S avança nas sete capitais

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou nas sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) durante a terceira semana de janeiro na comparação com a semana anterior. A maior alta foi observada em Brasília, ao passar de uma inflação de 0,72% na segunda semana de janeiro para 1,01% na terceira semana. As altas menores ficaram com Salvador (de 1,02% para 1,07%), Recife (de 1,11% para 1,16%) e Rio de Janeiro (de 1,04% para 1,05%).

 

Governo abrirá mão de R$ 53,2 bi em 2013

As reduções de impostos anunciadas ou prorrogadas no ano passado farão o governo deixar de arrecadar R$ 53,2 bilhões em 2013, segundo a Receita Federal. O montante representa cerca de R$ 7 bilhões a mais que o impacto de R$ 46,4 bilhões de 2012. Contudo, o valor final da renúncia para 2013 pode ser maior caso a equipe econômica lance novas medidas este ano. O projeto de lei do Orçamento de 2013, que ainda não aprovado pelo Congresso Nacional, reserva R$ 15,2 bilhões para futuras desonerações.

Reservas internacionais avançam em dezembro

A avaliação pelo conceito liquidez mostra que as reservas internacionais totalizaram US$378,6 bilhões em dezembro, apresentando um aumento de US$ 54 milhões em relação à posição de novembro, segundo o Banco Central. Já a posição estimada da dívida externa total referente a dezembro totalizou US$ 316,8 bilhões, elevando-se US$7,3 bilhões em relação ao estoque apurado para setembro. A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 279,3 bilhões, e o estoque de curto prazo chegou a US$ 37,5 bilhões.

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Fonte: Castor Filho

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