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Presidente da ABRAPCH analisa apagão em três regiões do país: “É lamentável”

21 de Janeiro de 2015, 9:07 , por Bertoni - | No one following this article yet.
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Por ABRAPCH

As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil sofreram um apagão na tarde desta segunda-feira (19) que atingiu 10 estados e o Distrito Federal. O corte no abastecimento foi uma orientação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) antevendo uma sobrecarga no sistema que poderia causar um blecaute em todo o país. O presidente da Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidroelétricas (ABRAPCH), Ivo Pugnaloni, faz uma análise da situação e a classifica como “lamentável” tendo em vista o potencial de geração renovável existente no país.

“É lamentável, profundamente lamentável, que o Brasil precise enfrentar esse tipo de problema causado pela necessidade de transferir grandes blocos de potência das regiões Norte e Nordeste para o Sudeste”, afirmou. “Ainda mais por ser o Sudeste brasileiro uma região privilegiada pela natureza, com mais de 1.700 megawatts em projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) já aceitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas ainda não analisados – alguns esperando há mais de cinco anos, por falta de prioridade e de pessoal. Sem falar dos projetos já outorgados e licenciados ambientalmente, que totalizam mais de 700 MW, mas não construídos devido ao preço inexequível impostos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) nos leilões de energia”, explicou.

Os dados citados correspondem apenas a uma das três regiões afetadas pelo apagão. No caso do Centro-Oeste, são mais de 1.990 MW em projetos de PCHs à espera de análise e quase 500 MW já outorgados. Montantes semelhantes aos verificados na região Sul do país, onde estão presentes 1.940 MW em trâmite na Aneel e outros 640 MW parados à espera de viabilização.

“É lamentável, profundamente lamentável, e além de tudo inexplicável. Como se pode alegar estar agindo em favor da modicidade tarifária, quando se fixa preços inexequíveis como acontece. Façamos votos que ao menos isso que estamos passando nos sirva de lição, para que a população possa se inteirar de tudo aquilo que deixou de ser feito”, declarou o presidente da ABRAPCH.

Outro ponto citado por Pugnaloni é o pedido para que a realidade dos preços nos leilões de compra de energia também passe a vigorar, não apenas a realidade tarifária ao consumidor. “Se não for assim, no ano que vem tudo se repetirá outra vez e quem paga é a sociedade – não os que “erram na mão” ao fixar preços inexequíveis, principalmente para as fontes renováveis como as PCHs, a solar, a biomassa e a eólica”, aponta.

“Tudo isso para depois termos que ser tão generosos e complacentes com os altos preços das termelétricas, que chegam a custar R$ 1.200/megawatt-hora para evitar o apagão que ao fim termina acontecendo pela sobrecarga das linhas de transmissão”, conclui.

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Fonte: http://abrapch.com.br/presidente-da-abrapch-analisa-apagao-em-tres-regioes-do-pais-e-lamentavel/


Fonte: Bertoni